Crise energética se intensifica em Cuba com novo apagão nacional
A ilha caribenha de Cuba foi novamente mergulhada na escuridão neste sábado (21), quando a rede elétrica nacional entrou em colapso pela segunda vez em apenas uma semana. O apagão afetou mais de 10 milhões de cubanos, intensificando a crise energética que assola o país. Esta é a terceira grande interrupção de energia em março e a sétima nos últimos 18 meses, demonstrando a fragilidade do sistema elétrico cubano.
Sanções dos EUA e dependência da Venezuela como pano de fundo
O colapso energético ocorre em um contexto de crescentes tensões com os Estados Unidos. As sanções impostas por Washington, especialmente o bloqueio de petróleo da Venezuela – principal fornecedor de combustível para Cuba –, têm impactado severamente a capacidade do regime cubano de manter o fornecimento de energia. A infraestrutura de geração e distribuição de eletricidade em Cuba, já degradada, sofre com a escassez de combustível.
Histórico recente de falhas no sistema elétrico
O apagão de sábado não é um evento isolado. No dia 4 de março, uma falha em uma planta termelétrica já havia derrubado a maior parte do sistema. Na segunda-feira anterior ao apagão de sábado (16), a rede elétrica nacional também ficou fora do ar por motivos ainda não totalmente esclarecidos. A estatal Union Electrica confirmou o desligamento total do Sistema Nacional de Energia Elétrica no sábado, por volta das 18h32, e informou que continuaria a monitorar a situação.
Esforços para restabelecer serviços vitais e declarações de Trump
Neste domingo (22), o Ministério de Energia e Minas de Cuba trabalhava intensamente para restabelecer o fornecimento elétrico para serviços essenciais, como hospitais, distribuição de alimentos e abastecimento de água. Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem intensificado a pressão sobre o regime cubano, afirmando que a queda de Havana pode estar próxima devido à deterioração econômica e às dificuldades internas. Trump chegou a declarar que teria a “honra de tomar Cuba” e “libertá-la”.
Diálogo e condições para negociações
O ditador cubano, Miguel Díaz-Canel, admitiu que representantes de Havana mantêm conversas com os Estados Unidos em busca de uma solução para as diferenças através do diálogo. No entanto, uma reportagem do jornal The New York Times indicou que o governo Trump estaria condicionando qualquer negociação à saída de Díaz-Canel do poder, adicionando mais um obstáculo às já complexas relações entre os dois países.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
