Aliados se posicionam após fala de Trump
Em resposta às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que rotulou aliados da OTAN de “covardes” por sua relutância em participar de ações para reabrir o Estreito de Ormuz, um grupo de 22 nações anunciou sua disposição em contribuir para a segurança da navegação na região. A declaração conjunta, composta majoritariamente por países europeus, mas também incluindo Emirados Árabes Unidos e Bahrein, afirma: “Estamos prontos para contribuir com os esforços adequados para garantir a passagem segura pelo estreito”.
Condenação a ataques e fechamento do estreito
O comunicado emitido pelo grupo de países condenou veementemente os recentes ataques atribuídos ao Irã contra navios mercantes desarmados no Golfo, bem como ataques a infraestruturas civis, incluindo instalações petrolíferas e de gás. Os signatários também lamentaram o que descreveram como um “fechamento na prática do estreito de Ormuz”, um ponto estratégico vital para o comércio global de hidrocarbonetos.
EUA afirmam redução da capacidade iraniana
Paralelamente a este desenvolvimento, o Exército dos Estados Unidos informou que a capacidade do Irã de ameaçar o Estreito de Ormuz foi significativamente “reduzida”. Segundo o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), um bombardeio recente contra uma instalação subterrânea de mísseis de cruzeiro, além de atingir locais de inteligência e repetidores de radar, diminuiu a capacidade iraniana de interferir na liberdade de navegação. “Não vamos deixar de perseguir esses alvos”, declarou Cooper em mensagem de vídeo.
Contexto das declarações de Trump
As críticas de Trump aos aliados da OTAN surgiram após estes não disponibilizarem suas bases militares para auxiliar os EUA na contenção do programa nuclear iraniano e na reabertura do Estreito de Ormuz. O presidente americano chegou a afirmar em sua conta no Truth Social que, sem os EUA, a OTAN seria “um tigre de papel”. Ele também criticou a postura dos aliados diante dos altos preços do petróleo, que dispararam em decorrência do conflito na região, com o barril de Brent superando os 105 dólares no último mês.
Fonte: jovempan.com.br
