Flávio Bolsonaro critica indicações ao STF
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência em 2026, declarou em entrevista ao portal conservador europeu Visegrád que a cúpula do Judiciário brasileiro foi “aparelhada” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, Lula indicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nomes com vínculos diretos com seu governo e sua defesa pessoal. Flávio citou as nomeações de Flávio Dino, ex-ministro da Justiça, e de Cristiano Zanin, advogado pessoal de Lula em processos anteriores.
Alexandre de Moraes classificado como ‘inimigo declarado’
Na mesma entrevista, Flávio Bolsonaro apontou o ministro Alexandre de Moraes como um “inimigo declarado” do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador afirmou que seu pai sofreu uma “grande perseguição” no Brasil e foi julgado por seus “próprios inimigos”. Ele expressou confiança de que o cenário mudará a partir de 2027, com o fim do governo Lula.
Propostas de política externa e segurança pública
Em relação à política externa, Flávio Bolsonaro sinalizou que um eventual governo seu buscaria reaproximar o Brasil dos Estados Unidos e de países que compartilham “valores democráticos e judaico-cristãos”. Ele ressaltou o papel dos EUA e defendeu uma relação pragmática, focada em nações com democracia e valores ocidentais.
Quanto à segurança pública, o pré-candidato defendeu uma política mais rigorosa contra o crime organizado, criticando o fato de presos poderem votar no Brasil e afirmando que as “cadeias do Brasil” celebraram a eleição de Lula em 2022. Inspirado no modelo de El Salvador, com o presidente Nayib Bukele, Flávio propôs endurecimento no tratamento de criminosos perigosos e ampliação de presídios de segurança máxima.
Apoio a Israel e combate ao terrorismo na Tríplice Fronteira
Flávio Bolsonaro também declarou apoio a Israel e defendeu cooperação com o país e com os Estados Unidos no combate ao terrorismo. Ele mencionou a atuação de grupos terroristas na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), financiando o crime organizado, o que, segundo ele, demandaria parcerias internacionais em segurança nacional.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
