Banco Central Afirma que Liquidação do Banco Master Não Causou Instabilidade Sistêmica

BC Garante Estabilidade do Sistema Financeiro Nacional

O Banco Central (BC) assegurou, nesta quinta-feira (19), que a liquidação do conglomerado do Banco Master não provocou efeitos sistêmicos no sistema financeiro brasileiro. De acordo com a ata da reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), os mecanismos de proteção, incluindo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), funcionaram conforme o esperado, demonstrando a capacidade do sistema em absorver choques sem gerar instabilidade generalizada.

Operação Compliance Zero e o Caso Master

A liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada em 18 de novembro, ocorreu em paralelo à Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A ação policial visava combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras. Na mesma época, o banqueiro Vorcaro, ligado ao conglomerado, foi preso sob suspeita de irregularidades, sendo posteriormente liberado com o uso de tornozeleira eletrônica, mas detido novamente em março.

Irregularidades e Riscos Excessivos

As investigações apontaram que o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com rentabilidade significativamente superior à média de mercado. Para sustentar essa prática, a instituição teria assumido riscos excessivos e realizado operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez se deteriorava. O encerramento forçado do Will Bank, braço digital do conglomerado, em 21 de janeiro, também faz parte deste cenário.

Impacto e Contribuições para a Redução de Empresas Dependente do FGC

O BC também ressaltou que as resoluções aprovadas para a recomposição da liquidez do FGC já estão em vigor e contribuem para diminuir a dependência de empresas em relação ao sistema garantidor. Os casos do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são considerados os mais graves no sistema financeiro brasileiro recente, envolvendo não apenas fraudes, mas também tensões institucionais.

Fonte: jovempan.com.br

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