Erika Hilton Processa Ratinho por Transfobia e Pede R$ 10 Milhões em Indenização para Vítimas de Violência

Deputada Federal Erika Hilton Move Ação Contra Apresentador Ratinho e SBT

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma ação criminal contra o apresentador Carlos Massa, conhecido como Ratinho, e o SBT. A medida judicial é uma resposta a declarações consideradas transfóbicas feitas pelo apresentador em seu programa, onde questionou a legitimidade de Hilton, afirmando que ela “não é mulher, é trans”. Além da esfera criminal, Hilton busca uma indenização de R$ 10 milhões, que pretende destinar a mulheres vítimas de violência, tanto cisgênero quanto transgênero.

Erika Hilton Confirma Ação e Define Declarações como Violência

Em suas redes sociais, Erika Hilton confirmou o processo e classificou as falas de Ratinho como um ato de violência e ataque, ressaltando que o prejuízo não se limita a ela. “Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência”, escreveu a deputada. Ela enfatizou que o valor da indenização não seria para si, mas sim para apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade.

SBT Repudia Discriminação e Analisa Declarações de Ratinho

Em nota oficial, o SBT declarou repudiar veementemente qualquer forma de discriminação e preconceito, alinhando-se aos princípios e valores da emissora. A emissora ressaltou que as declarações de Ratinho não refletem a opinião do canal e que a direção da empresa está analisando os fatos. Paralelamente, o Ministério das Comunicações informou estar ciente de uma representação administrativa para a suspensão do “Programa do Ratinho” por 30 dias, e que a solicitação passará por análise técnica para avaliação dos trâmites legais.

Contexto: Eleição de Erika Hilton e Declarações do Apresentador

As declarações de Ratinho ocorreram na noite de quarta-feira (11), logo após a eleição de Erika Hilton como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. O apresentador questionou a escolha, argumentando que a presidência deveria ter sido concedida a uma “mulher” com características biológicas específicas, como útero e menstruação. Hilton, por sua vez, destacou em seu discurso de posse ser a primeira mulher trans a liderar o colegiado e que sua gestão será inclusiva, representando todas as mulheres do país.

Fonte: jovempan.com.br

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