Conversas em andamento com Teerã
A China, maior importadora de energia do mundo, está em negociações com o Irã para garantir a passagem segura de navios que transportam petróleo bruto e gás natural liquefeito do Catar pelo Estreito de Ormuz. A rota é crucial, respondendo por cerca de um quinto do comércio global de energia, e tem sofrido com as restrições impostas pelo regime iraniano em decorrência da guerra com os Estados Unidos e Israel.
Impacto da guerra no tráfego marítimo
A guerra, que já dura seis dias, causou uma redução drástica no tráfego na região. Dados indicam que o número de petroleiros cruzando o Estreito de Ormuz caiu significativamente após o início dos confrontos, com cerca de 300 navios aguardando condições mais seguras para navegação. Essa instabilidade elevou os preços internacionais do petróleo em mais de 15%.
Dependência chinesa do Oriente Médio
A economia chinesa é altamente dependente das importações de energia do Oriente Médio. Aproximadamente 70% do petróleo e gás consumidos pela China são importados, e cerca de 45% desse volume passa pelo Estreito de Ormuz. Além disso, até 80% do petróleo exportado pelo Irã tem a China como destino.
Posição iraniana e interesses chineses
O regime iraniano declarou que não permitirá a passagem de navios ligados a Estados Unidos, Israel, países europeus ou seus aliados no Estreito de Ormuz. No entanto, não houve menção específica a embarcações chinesas, o que sugere que Pequim pode estar buscando uma exceção ou um acordo bilateral para proteger seus interesses vitais de abastecimento energético.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
