Ali Larijani emerge como figura central em meio ao caos
O Irã mergulha em uma profunda crise política após a morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, em um ataque atribuído a forças americanas e israelenses. Em meio a bombardeios e a um notório vácuo de poder, Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional e homem de confiança de Khamenei, ascendeu à posição de figura mais influente do regime. Apesar de não ser um clérigo, o que o impede legalmente de assumir o posto de líder supremo, Larijani comanda os bastidores do governo e adota uma postura hostil em relação aos Estados Unidos, fechando portas para negociações imediatas.
Estrutura de poder em transição e incertezas futuras
Com o falecimento do líder máximo, o comando temporário do Irã foi assumido por um triunvirato composto pelo atual presidente, o chefe do Judiciário e um jurista do Conselho dos Guardiães. Este grupo tem a responsabilidade de gerenciar o país até que uma solução definitiva para a sucessão seja encontrada. Contudo, o cenário é marcado por grande incerteza, agravada pela morte de dezenas de líderes militares e políticos em um curto período.
Nomes na disputa pela sucessão e o veto americano
Além de Ali Larijani, outros nomes considerados fortes para a sucessão circulam em Teerã: Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i (chefe do Judiciário), Ali Asghar Hejazi (chefe de gabinete do antigo líder) e Mojtaba Khamenei, filho do falecido aiatolá. No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, já declarou que a ascensão de Mojtaba seria inaceitável para os americanos, por representar uma continuidade da política anterior. Trump expressou o desejo de que os EUA participem da escolha do novo líder iraniano, visando evitar futuros conflitos e preferindo um candidato popular e residente no país, em detrimento de herdeiros no exílio como o príncipe Reza Pahlavi.
Resiliência do regime e demonstrações de força
Especialistas apontam que o sistema iraniano demonstra resiliência, sustentado por instituições robustas e pela Guarda Revolucionária, não dependendo exclusivamente de uma única figura. Enquanto Trump incentiva revoltas populares, o regime busca manter o controle interno e projetar força, intensificando ataques contra minorias, como grupos curdos, em meio ao caos gerado pela guerra.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
