Lucas Braathen Brilha no Encerramento dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026 com Marca Histórica para o Brasil

Lucas Braathen Brilha no Encerramento dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026 com Marca Histórica para o Brasil

Cerimônia emoldurada pela milenar Arena de Verona celebra conquistas, sustentabilidade e o futuro dos Jogos Olímpicos de Inverno

Vitória de Braathen e Melhor Desempenho Brasileiro Marcam Edição Inesquecível

A 24ª edição dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026 chegou ao fim em uma espetacular cerimônia de encerramento realizada na histórica Arena de Verona, um anfiteatro com cerca de dois mil anos de existência. Pela primeira vez desde Atenas-1896, um monumento da Antiguidade serviu de palco para o encerramento dos Jogos Olímpicos. Sob o tema “Beleza em Ação”, a diretora Stefania Opipari orquestrou um evento que celebrou a emoção, a história e a energia do local, propondo uma visão renovada para o futuro.

Um dos grandes destaques da noite foi o reconhecimento aos medalhistas, incluindo o brasileiro Lucas Pinheiro Braathen. Sua conquista no esqui slalom gigante não apenas o consagrou, mas também rendeu ao Brasil a primeira medalha em Jogos de Inverno, garantindo ao país a 19ª posição no quadro geral de medalhas. O desempenho brasileiro nesta edição foi o melhor de sua história, com uma delegação recorde de 14 atletas competindo em cinco modalidades.

### Sustentabilidade e Legado Olímpico em Destaque

A cerimônia também reforçou o compromisso com a sustentabilidade, um dos pilares da organização. A diretora Stefania Opipari ressaltou que a produção do evento priorizou materiais reciclados e de baixo impacto ambiental, como o uso de madeira em 80% do palco e iluminação de LED em 90% dos equipamentos. A temática “Uma Bela Terra: Ciclo da Água” trouxe reflexões sobre o respeito ao meio ambiente, com apresentações artísticas que simbolizaram a conexão entre o gelo e a água.

A chama olímpica, transportada em uma ampola de vidro veneziano, foi recebida por lendas do esqui cross-country e simbolizou a passagem de bastão para a próxima sede. A bandeira olímpica foi entregue aos representantes dos Alpes Franceses, que sediarão os Jogos de Inverno de 2030, marcando o início de um novo ciclo olímpico.

### Edson Bindilatti se Despede como Atleta, Mas Celebra o Legado

Edson Bindilatti, piloto de bobsled, teve a honra de ser o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento, em sua terceira vez exercendo essa função em Jogos Olímpicos. Aos 47 anos, Bindilatti se despediu de sua carreira como atleta olímpico, mas reafirmou seu compromisso em apoiar a transição e o desenvolvimento de novos talentos no bobsled brasileiro. Sua jornada de 26 anos dedicada ao esporte de inverno culmina com o melhor resultado histórico do Brasil na modalidade, o 19º lugar.

### O Espírito Olímpico e as Mensagens para o Futuro

Em seu discurso, a presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, definiu os Jogos como “mágicos” e elogiou a garra, a paixão e a resiliência dos atletas. Ela destacou o verdadeiro espírito olímpico, que vai além da competição e preza pelo abraço, pelo apoio mútuo e pela celebração dos valores de excelência, respeito e amizade em um mundo que, por vezes, os negligencia.

Marco La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), celebrou o sucesso da delegação, enfatizando o aumento no número de participantes e a conquista inédita da medalha de ouro. Outros destaques brasileiros incluem Nicole Silveira no skeleton e Pat Burgner no snowboard halfpipe, que alcançaram seus melhores resultados em suas respectivas modalidades, consolidando o crescimento do Brasil nos esportes de inverno.

Fonte: jovempan.com.br

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