Oficiais americanos com laços com Trump barrados no Brasil
O governo brasileiro negou a entrada de dois oficiais americanos ligados à administração de Donald Trump que manifestaram interesse em se reunir com autoridades eleitorais do país. A decisão, confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e por um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, impede a visita dos subsecretários Riley Barnes e Samuel Samson.
Quem são os oficiais barrados
Riley Barnes, subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) do Departamento de Estado americano, foi designado em outubro do ano passado. Ele também acumula funções como Coordenador Especial dos EUA para Assuntos Tibetanos e Embaixador Itinerante para a Liberdade Religiosa Internacional. Bacharel em Ciência Política e mestre em Relações Internacionais e Serviço Público, Barnes possui um histórico de atuação em diversas posições de alto escalão no Departamento de Estado, além de ter trabalhado no think tank Atlantic Council.
Samuel Samson, outro subsecretário Adjunto do Departamento de Estado barrado, é responsável pela defesa dos direitos naturais e pelo desenvolvimento de políticas para preservar o patrimônio civilizatório ocidental dos EUA. Ele também lidera projetos que promovem a agenda “America First” (América em Primeiro Lugar) de Donald Trump. Samson, natural do Texas, especializou-se em teoria do direito natural e recentemente viajou pela África e Europa promovendo a política externa de Trump e fortalecendo laços com grupos de direita.
Motivo da visita e negativa
Os oficiais americanos declararam que a intenção da visita seria discutir o sistema de votação brasileiro e expressar preocupações sobre possíveis restrições à liberdade de expressão no período pré-eleitoral. No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou ter sido procurado pela Embaixada dos EUA, mas que a temática da agenda não foi informada e que a reunião não foi marcada devido ao recesso do Judiciário.
Posicionamento do governo brasileiro
A decisão de vetar a entrada dos oficiais americanos reflete uma postura do governo brasileiro em relação à soberania eleitoral e à interferência externa em seus processos democráticos. A medida ocorre em um contexto de debates sobre a segurança e a transparência das urnas eletrônicas no Brasil e o papel de observadores internacionais.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
