A dúvida gramatical que pode virar um caso de tribunal
É comum, em momentos de estresse ou desentendimentos, ouvir a expressão “perder o réu primário”. No singular, referir-se a alguém que nunca foi acusado de um crime é direto: “réu”. Mas, e quando a situação envolve mais de uma pessoa acusada? Qual é o plural de “réu”? A resposta é simples e segue a norma padrão da língua portuguesa.
A regra de ouro para o plural de “réu”
O plural correto de “réu” é réus. Essa formação segue a regra geral para palavras terminadas em vogal ou ditongo, que simplesmente recebem um “s” ao final. Exemplos similares incluem: céu (céus), troféu (troféus), degrau (degraus) e bambu (bambus).
Um ditongo, para refrescar a memória, é a união de uma vogal com uma semivogal (ou vice-versa) na mesma sílaba, onde uma vogal é pronunciada com mais ênfase do que a outra, como em “saudade” ou “água”.
Cuidado com a confusão: “réis” é outra história
É frequente a confusão entre o plural de “réu” e a palavra “réis”. É importante saber que “réis” existe, mas não se refere a múltiplos acusados. “Réis” era o nome da moeda utilizada em Portugal e, posteriormente, no Brasil durante os períodos colonial e imperial, e parte da República Velha e Era Vargas. Essa moeda foi substituída pelo Cruzeiro em 1942, em uma reforma monetária promovida por Getúlio Vargas.
Exemplos práticos para fixar o “juridiquês”
Para que a dúvida não volte a pairar, veja alguns exemplos de como usar “réus” corretamente em contextos jurídicos:
- Os homens estão sentados no banco dos réus;
- O advogado vai defender cinco réus esta semana;
- Eles são réus confessos e não poderiam ter sido absolvidos;
- O juiz levou em consideração que os acusados são réus primários e possuem bons antecedentes.
Dominar o plural de “réu” é um passo simples, mas importante, para quem deseja aprimorar o vocabulário e a compreensão de termos jurídicos.
Fonte: guiadoestudante.abril.com.br
