Governo dos EUA garante manutenção de acordos comerciais apesar de decisão da Suprema Corte sobre tarifas

EUA pretende honrar acordos comerciais globais

O governo dos Estados Unidos declarou neste domingo (22) sua intenção de manter os acordos comerciais com a União Europeia, China e outros países, mesmo após a decisão da Suprema Corte de derrubar grande parte das tarifas impostas pela administração anterior. Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, afirmou em entrevista ao programa “Face the Nation” da CBS que Washington está em negociações ativas com seus parceiros e deseja que eles compreendam os benefícios mútuos desses acordos.

“Pretendemos honrá-los. Esperamos que nossos parceiros os honrem”, declarou Greer, enfatizando o desejo de manter a estabilidade nas relações comerciais.

Reunião com China focada em estabilidade, não disputa

Greer também esclareceu que a reunião prevista para abril entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, não terá como foco principal uma disputa comercial. O objetivo, segundo ele, é garantir a estabilidade, assegurar o cumprimento das obrigações por parte da China, como a compra de produtos agrícolas e outros bens americanos, e garantir o fornecimento de elementos de terras raras essenciais para os EUA. Ele ressaltou que novas oportunidades de acordos também serão exploradas.

Suprema Corte derruba tarifas; Trump responde com aumento global

A decisão da Suprema Corte na sexta-feira (20) representou um revés para as medidas tarifárias implementadas por Donald Trump. Em resposta, o presidente americano anunciou no sábado (21) um aumento na tarifa global do país de 10% para 15%. Esta nova tarifa entrará em vigor em 24 de fevereiro e terá duração de 150 dias, com isenções setoriais.

Autoridade presidencial sobre tarifas é destacada

Greer defendeu a ação do presidente, lembrando que o Congresso, ao longo dos anos, delegou uma autoridade considerável ao presidente em relação à imposição de tarifas. Essa delegação de poder é um ponto chave para a justificativa das ações recentes da administração americana frente à decisão judicial.

Fonte: jovempan.com.br

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