Início do Protesto
Mais de 200 presos políticos na Venezuela iniciaram uma greve de fome na noite de sexta-feira (21), protestando contra o alcance de uma lei de anistia recém-aprovada. O movimento, que começou na prisão Rodeo I, nos arredores de Caracas, inclui tanto cidadãos venezuelanos quanto estrangeiros.
Exclusão pela Lei de Anistia
Segundo familiares dos detidos, a principal razão para a greve de fome é que a nova lei de anistia exclui casos envolvendo militares acusados de “terrorismo”. Essa exclusão afeta uma parcela significativa dos presos na penitenciária de Rodeo I, onde tal acusação é comum. A decisão de protestar pela fome foi tomada em resposta direta à aprovação da lei, que, segundo os manifestantes, “exclui a grande maioria” dos presos políticos.
Gendarme Argentino Entre os Detidos
Entre os detentos que aderiram ao protesto está Nahuel Agustín Gallo, um gendarme argentino acusado de “terrorismo”. Sua sogra, Yalitza García, confirmou à AFP que aproximadamente 214 pessoas no total estão participando da greve de fome. Shakira Ibarreto, filha de um policial detido em 2024, também relatou que seu pai está entre os que se recusaram a comer em protesto à lei.
Contexto Político da Lei de Anistia
A lei de anistia foi aprovada pelo Parlamento venezuelano na última quinta-feira (20). A iniciativa foi promovida pela presidente interina, Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos. A exclusão de casos de “terrorismo” da anistia tem gerado forte insatisfação entre os presos políticos e seus familiares, que buscam a libertação através da nova legislação.
Fonte: jovempan.com.br
