FBI Investiga AFA: Operações Financeiras na Casa Branca Sob Suspeita de Lavagem de Dinheiro e Fraude

Investigação em Andamento

O FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciaram uma investigação sobre as operações financeiras da Federação Argentina de Futebol (AFA) em solo americano. A apuração, noticiada pelo jornal argentino Lá Nacion, foca em transações comerciais entre a AFA e a empresa TourProdEnter LLC, e busca determinar se as movimentações financeiras podem configurar crimes como lavagem de dinheiro ou fraude bancária nos EUA.

O Papel da TourProdEnter LLC

A investigação ganhou força após denúncias sobre o esquema envolvendo a AFA, liderada por Claudio “Chiqui” Tapia, e a TourProdEnter LLC, empresa de produção teatral de Javier Faroni. A TourProdEnter atuava como agente de cobrança dos contratos de patrocinadores e outras empresas ligadas à AFA. Documentos indicam que a empresa, gerida por Faroni e sua esposa Erica Gillette, movimentou pelo menos US$ 260 milhões em receitas da AFA através de cinco instituições financeiras americanas, incluindo Citibank, Bank of America e JP Morgan.

Desvio de Fundos e Beneficiários Misteriosos

A apuração aponta que, dos valores arrecadados, apenas uma parte foi diretamente associada a despesas operacionais da AFA. Cerca de US$ 57 milhões teriam sido distribuídos entre empresas e beneficiários sem justificativa econômica clara, levantando suspeitas de desvio de fundos. O contrato entre a AFA e a TourProdEnter, válido até dezembro de 2026, prevê que a empresa receba 30% de toda a receita internacional da federação, além de uma comissão de 10% sobre as despesas logísticas.

Contexto e Próximos Passos

A investigação teve início com uma abordagem da então ministra da Justiça da Argentina, Patricia Bullrich, em 2024, mas ganhou corpo em 2025 com os procuradores-gerais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger. Agentes já coletaram depoimentos, incluindo o do empresário Guillermo Tofoni, que teria denunciado o suposto esquema. Potenciais testemunhas podem incluir ex-funcionários do governo de Javier Milei. Paralelamente, Claudio Tapia, presidente da AFA, acompanha a Copa do Mundo nos EUA, mesmo respondendo a processos na Argentina por desvio de contribuições previdenciárias e impostos, tendo sido liberado mediante fiança.

Fonte: jovempan.com.br

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