Kiev alega que ataques com drones ucranianos na madrugada de sábado (4) causaram danos significativos às instalações de refino de petróleo da Rússia, afetando a produção do país. Segundo fontes em Kiev, além de um terminal petrolífero em São Petersburgo, a região de Belgorod, próxima à fronteira com a Ucrânia, ficou sem energia elétrica após a ofensiva.
Autoridades russas reportaram a interceptação de mais de 100 drones, com algumas aeronaves não tripuladas atingindo uma usina termoelétrica na capital de Belgorod, o que resultou em blecautes na região. Aproximadamente 70 drones foram abatidos nas proximidades de Leningrado, e outros 30 caíram na região de Pskov, onde um dos drones resultou em três feridos.
Capacidade de Refino Reduzida em 43%, Segundo Ucrânia
O Estado-Maior Geral da Ucrânia estima que a capacidade de refino de petróleo da Rússia tenha sofrido uma redução de 43% após os ataques. Kiev afirma que os drones paralisaram uma quantidade expressiva de refinarias russas, o que poderia ter gerado perdas superiores a US$ 13,5 bilhões desde agosto de 2025. O órgão ucraniano detalhou que, somente em junho, oito refinarias russas foram alvos de ataques bem-sucedidos, com 60 tanques de armazenamento destruídos ou danificados criticamente. Desses, 58% continham produtos petrolíferos refinados e 42% petróleo bruto.
Impacto nas Infraestruturas Energéticas Russas
Os ataques visaram não apenas as refinarias, mas também infraestruturas de energia, como evidenciado pela interrupção do fornecimento elétrico em Belgorod. O governador local, Alexandr Shuvayev, informou que os serviços públicos e equipes de emergência trabalharam intensamente para mitigar os efeitos dos ataques na região.
Ataques Anteriores e o Cenário da Guerra
Esta não é a primeira vez que a Ucrânia direciona ataques a instalações estratégicas russas. Relatos anteriores indicam a destruição de caças russos em um aeródromo na Crimeia, após bombardeios de Moscou contra Kiev. O conflito, que já dura meses, tem levado a alertas sobre períodos críticos na guerra, com especulações sobre mudanças na percepção do conflito por figuras políticas internacionais.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
