Lula defende urnas eletrônicas na ONU e vislumbra 4ª eleição presidencial no Brasil

Defesa do Sistema Eletrônico de Votação

Durante um evento do G7 na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou apoio ao sistema de votação eletrônica, sugerindo que a Organização das Nações Unidas (ONU) o recomende a outras nações. A declaração, captada em áudio, ressaltou a confiança do presidente no processo eleitoral brasileiro.

“Eu não sei por que a ONU não adota o sistema eletrônico de votação como orientação aos países”, declarou Lula. Ele utilizou sua própria trajetória política como argumento, relembrando suas participações em eleições presidenciais desde 1989 e como os resultados, tanto vitórias quanto derrotas, foram definidos pelo voto eletrônico.

“Eu fui o segundo em [19]89, eu fui o segundo em [19]94, eu fui o segundo em [19]98, aí eu fui o primeiro em 2002, o primeiro em 2006, o PT foi o primeiro em 2010, o primeiro em 2014, o segundo em 2018, e o primeiro agora [em 2022], tudo pelo voto eletrônico”, detalhou o presidente, destacando a longevidade do sistema, em uso nas eleições brasileiras desde 1996 e nas presidenciais desde 1998.

Possibilidade de Nova Candidatura e Recorde Histórico

A conversa de Lula no G7 também abordou a possibilidade de novas candidaturas presidenciais. Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), questionou o presidente sobre a sua elegibilidade após ter cumprido dois mandatos.

“Então você se elegeu para dois mandatos? E agora pode tentar de novo?”, perguntou Georgieva. Lula explicou que, segundo as regras brasileiras, é necessário um intervalo de um mandato para que um ex-presidente possa concorrer novamente. “Tem que pular um, aí pode voltar”, respondeu.

O presidente então projetou a possibilidade de se tornar o chefe do Executivo eleito com o maior tempo de serviço na história do Brasil. “Se eu for eleito agora, serei o presidente eleito mais longevo da História do Brasil. O único presidente que foi eleito três vezes e possivelmente o único eleito quatro vezes”, afirmou.

Contexto das Declarações no G7

As declarações sobre as urnas eletrônicas e a possibilidade de uma quarta eleição ocorreram em um contexto de outras conversas divulgadas de Lula no G7. Em um diálogo separado com Georgieva e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, o presidente também foi ouvido afirmando que “nunca foi esquerdista”.

Nessa outra ocasião, Lula mencionou sua histórica ligação com sindicatos europeus e relatou ter sido classificado como “anticomunista” na década de 1980, buscando contextualizar sua trajetória política.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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