Elon Musk critica lei do Reino Unido que proíbe redes sociais para menores de 16 anos, chamando-a de “censura”

Musk classifica legislação como “lobo em pele de cordeiro”

Elon Musk, proprietário do X (antigo Twitter) e CEO da Tesla e SpaceX, criticou veementemente a nova legislação proposta pelo governo trabalhista do Reino Unido, que visa impedir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. Segundo o empresário, a medida, anunciada pelo governo do primeiro-ministro Keir Starmer, é uma “censura” disfarçada de proteção infantil. Em publicações na sua própria plataforma, Musk declarou que o verdadeiro objetivo da lei é expandir a capacidade de vigilância do governo sobre os cidadãos.

Objetivo real seria rastrear todos, afirma dono do X

“Esta lei de censura é um lobo em pele de cordeiro. O verdadeiro objetivo é permitir que o governo do Reino Unido rastreie todos”, escreveu Musk, comentando a proposta que afeta plataformas como X, TikTok, Instagram, Facebook, Snapchat e YouTube. A reação do bilionário ocorreu após o anúncio de Londres sobre a ampla restrição, justificada pelo governo britânico como uma forma de devolver o tempo perdido por crianças e adolescentes em ambientes digitais e reduzir a exposição a conteúdos prejudiciais.

Comparação com China e Irã e “loucura”

Musk compartilhou uma publicação que sugeria que a legislação não se destinaria a retirar jovens da internet, mas sim a eliminar o anonimato online, o que, segundo a postagem, permitiria punir dissidentes. Em resposta a um comentário que comparava as medidas britânicas a práticas mais rigorosas de países como China e Irã, o trilionário classificou a situação como “loucura”.

Restrições adicionais e exclusões

Além da proibição para menores de 16 anos, o governo do Reino Unido planeja implementar restrições adicionais para recursos considerados de risco, como transmissões ao vivo, contato com desconhecidos e certas funcionalidades de plataformas digitais. Para menores de 18 anos, estão em estudo limites de uso noturno e restrições à “rolagem infinita”. No entanto, aplicativos de mensagens como WhatsApp e Signal, assim como alguns serviços de jogos online, não serão incluídos na proibição principal, de acordo com o comunicado oficial.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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