Ativistas de Esquerda Planejam Flotilha para Entregar Ajuda Humanitária em Cuba, Inspirados por Ação em Gaza

Nova Flotilha com Destino a Cuba é Anunciada

Ativistas de esquerda anunciaram a organização de uma nova flotilha com o objetivo de entregar ajuda humanitária em Cuba. A iniciativa busca replicar os moldes de ações anteriores, como a Flotilha Global Sumud, que tentou levar suprimentos à Faixa de Gaza no ano passado, mas foi interceptada pela Marinha de Israel.

Organização e Justificativas da Iniciativa

David Adler, coordenador geral da ONG Internacional Progressista e um dos líderes da tentativa de ajuda a Gaza, é um dos principais organizadores da nova flotilha. Em entrevista ao jornal espanhol El País, Adler declarou que a primeira reunião para definir os portos de saída ocorrerá em breve. Ele criticou o governo dos Estados Unidos, afirmando que as políticas americanas estão “asfixiando o povo cubano”, resultando em falta de energia, alimentos e medicamentos, o que, segundo ele, configura uma crise humanitária.

Comparações com a Situação em Gaza

Adler traçou um paralelo entre a situação em Cuba e as condições na Faixa de Gaza, descrevendo ambas como “um cerco, um ato de punição coletiva que viola todos os aspectos do direito internacional”. A Internacional Progressista comunicou que a iniciativa conta com o apoio de políticos de esquerda, incluindo a deputada colombiana María Fernanda Carrascal e a congressista americana Rashida Tlaib.

Contexto Histórico e Apoio Internacional

A interceptação da Flotilha Global Sumud por Israel em outubro do ano passado ocorreu sob a alegação de um bloqueio naval na região. O governo israelense sustentou que a iniciativa possuía objetivos meramente políticos, uma vez que os ativistas teriam recusado propostas para descarregar a ajuda em Chipre ou no porto israelense de Ashdod. Entre os participantes daquela flotilha estava a renomada ativista ambiental sueca Greta Thunberg, que, embora impedida de atracar em Gaza, pode ser convidada para a ação em Cuba, segundo boatos, ainda sem confirmação oficial.

Sanções Americanas e Crise em Cuba

No final de janeiro, o governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas sobre produtos importados de países que enviassem petróleo para Cuba. A justificativa oficial foi que a ilha servia como base para ações de espionagem e militares da Rússia e China, além de grupos terroristas, representando uma ameaça à segurança nacional americana. Em resposta, o México, um dos maiores exportadores de petróleo para Cuba, suspendeu seus envios, o que agravou a crise socioeconômica já existente na ilha, atribuída ao regime castrista. Recentemente, a Rússia, aliada histórica de Havana, declarou que desafiará as medidas americanas e enviará petróleo para Cuba em breve.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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