Advogado de Carla Zambelli planeja reverter condenação após eleições com base em perseguição política

Estratégia pós-eleições para revisão criminal

O advogado Fábio Pagnozzi, representante da ex-deputada Carla Zambelli, anunciou que a estratégia para reverter a condenação de sua cliente será focada no período pós-eleições. Em entrevista ao Jornal Jovem Pan, Pagnozzi declarou que pretende entrar com um pedido de revisão criminal, mas acredita que a atual conjuntura política no Brasil impede um julgamento imparcial no Supremo Tribunal Federal (STF).

“No Brasil eu sei que eu posso fazer uma revisão criminal e farei, mas, infelizmente, no governo atual ninguém vai contra a decisão do ministro de condenar Carla Zambelli”, afirmou o advogado. Ele expressou a intenção de buscar um novo julgamento, possivelmente com uma turma diferente do STF, onde o juiz não seja a própria parte ofendida, sugerindo uma possível parcialidade no julgamento atual.

Alegações de parcialidade e desproporcionalidade da condenação

Pagnozzi criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, alegando que sua conduta no caso foi “descabida”. Segundo o advogado, o processo, na sua visão, deveria, no máximo, ser tratado como um caso de difamação, e não como uma ameaça ao Estado Democrático de Direito ou um prejuízo ao governo brasileiro.

O advogado também abordou o processo de extradição relacionado ao episódio em que Zambelli sacou uma arma contra o jornalista Luan Araújo, em São Paulo, em 2022. O julgamento deste caso está previsto para 1º de julho.

Defesa de Zambelli no caso da arma

Pagnozzi defendeu a ação de Carla Zambelli em 2022, véspera das eleições presidenciais, como um ato de autodefesa. Ele argumentou que a ex-deputada, que possuía porte de arma, agiu para se defender de uma agressão por parte de seis homens, um dos quais foi posteriormente condenado. “As pessoas pensam nessa cena de Carla Zambelli com a arma como uma coisa criminosa. Nós não podemos esquecer que ela tinha porte de arma, ela apenas se defendeu, uma mulher, que foi agredida por seis homens. Um deles que foi até condenado agora, se ela tivesse sido criminosa ele não teria sido preso”, ponderou.

Argumentos internacionais para a defesa

O advogado ressaltou que existem diversos argumentos disponíveis para a defesa, incluindo a menção a contextos internacionais. Pagnozzi citou que países como Itália e Espanha já reconhecem a existência de perseguição política no Brasil contra indivíduos com visões divergentes. “Acho que já temos muitos argumentos para usar no Brasil. Países como a Itália, Espanha, já dizem que há perseguição contra pessoas no Brasil porque elas pensam politicamente diferente. Isso vai ser um argumento bom a ser usado no próximo ano”, concluiu.

Fonte: jovempan.com.br

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