A Ilha na Escuridão
A noite de domingo (31) acendeu um sinal de alerta em Cuba. Diversos bairros da capital, Havana, e outras localidades foram palco de manifestações populares contra os recorrentes e prolongados apagões que afetam a ilha. Moradores saíram às ruas em protesto, empunhando panelas e gritando em descontentamento com a falta de energia elétrica, que em alguns casos deixou famílias inteiras sem luz por até 16 horas consecutivas.
Relatos de Insatisfação e Repressão
No bairro Zamora, em Marianao, relatos indicam que a ausência de eletricidade se estendeu por cerca de 16 horas. Nas redes sociais, o cenário era de famílias reunidas em suas casas, aguardando o retorno da energia em meio a fortes chuvas, até que a frustração se transformou em protesto nas ruas. Segundo o portal Martí Notícias, uma mulher foi detida durante uma das manifestações ao pedir por alimentos para seu filho, sendo liberada apenas na madrugada após receber uma advertência policial.
Cayo Hueso e o Eco do Descontentamento
A insatisfação também ecoou em Cayo Hueso, na região central de Havana. Jornalistas independentes registraram panelaços e o crescente descontentamento popular com os cortes de energia. A situação tem se tornado uma das principais fontes de tensão social na ilha nos últimos meses, com famílias inteiras se arriscando a protestar, apesar do receio de represálias e da visível presença policial.
Crise Energética Agrava o Cotidiano Cubano
Os apagões frequentes expõem a fragilidade da infraestrutura energética cubana e o impacto direto na vida cotidiana da população. O desgaste causado pelas interrupções constantes, somado a outros desafios econômicos, tem alimentado um clima de apreensão e busca por soluções, com as ruas se tornando o palco para a expressão dessa insatisfação generalizada.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
