EUA Ampliam Combate ao Crime Organizado com Nova Classificação
Os Estados Unidos oficializaram a designação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras, uma medida que entra em vigor em 5 de junho de 2026. Essa classificação permite a Washington a utilização de ferramentas mais robustas, incluindo sanções financeiras e ações militares, para combater o crime organizado na América Latina. A partir de agora, as facções brasileiras figuram em uma lista de monitoramento de grupos terroristas, abrindo caminho para o bloqueio internacional de contas, rastreamento de lavagem de dinheiro e a proibição de qualquer apoio a essas organizações, sob pena de punições severas para indivíduos e empresas.
Experiências Anteriores dos EUA na Região
A estratégia americana contra o crime organizado já foi aplicada em diversos países. No México, o foco foi o bloqueio de capitais e o uso de tecnologia, como drones na fronteira, além de apoio a operações que resultaram na morte de líderes de cartéis. Na Venezuela, a abordagem foi mais direta, com o Pentágono empregando porta-aviões e drones para interceptar embarcações de tráfico e uma operação que levou à prisão de Nicolás Maduro, acusado de ligações com o Cartel de los Soles. Em El Salvador, leis de segurança foram utilizadas para deportar membros de gangues, como a MS-13 e Barrio 18, para presídios de alta segurança. Já no Haiti, a estratégia se concentrou no sufocamento financeiro das gangues Viv Ansanm e Gran Grif, através do congelamento de bens sob jurisdição americana.
Cooperação com Equador e a Nova Postura em Relação ao Brasil
O Equador demonstrou uma nova abertura para a cooperação militar com os Estados Unidos, autorizando a primeira operação conjunta que resultou no bombardeio de acampamentos de narcotraficantes. Além disso, um marco importante foi a extradição direta de líderes criminosos, como o chefe dos Los Choneros, ‘Fito’, para serem julgados pela justiça americana por tráfico internacional. A Casa Branca declarou a intenção de empregar todas as ferramentas disponíveis para erradicar a influência das facções brasileiras. O Departamento de Estado afirmou que o objetivo é tratar o PCC e o CV com o mesmo rigor aplicado a organizações como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico, concentrando esforços na desarticulação de suas estruturas financeiras e operacionais.
Implicações da Nova Classificação para o Brasil
A designação de terroristas estrangeiros para o PCC e o CV pelo governo dos EUA representa um endurecimento significativo na relação bilateral no combate ao crime organizado. As sanções e o monitoramento intensificado podem afetar as operações financeiras das facções, dificultando o fluxo de dinheiro e a lavagem de capitais. A colaboração com agências americanas em investigações e operações conjuntas também pode se intensificar, visando enfraquecer o poder e o alcance dessas organizações que atuam tanto no Brasil quanto internacionalmente.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
