Vampeta revela inspiração para cambalhotas no Planalto e exalta união do grupo pentacampeão

Vampeta revela inspiração para cambalhotas no Planalto e exalta união do grupo pentacampeão

O ex-jogador Vampeta, peça fundamental na conquista do pentacampeonato mundial pela Seleção Brasileira em 2002, relembrou um dos momentos mais marcantes da celebração: suas famosas cambalhotas na rampa do Palácio do Planalto, em Brasília. Em entrevista, o “Velho Vamp” explicou a origem da ideia e destacou a forte união que caracterizou aquele grupo.

A ousadia nas cambalhotas: uma homenagem inusitada

A quebra de protocolo durante a recepção ao time pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso diverte o ex-atleta até hoje. “Quem é visto é lembrado”, comentou Vampeta, que atribuiu a inspiração a um torcedor peculiar presente na concentração da Copa, conhecido como “Louco”. Este torcedor, Nílson Locatelli, tinha o hábito de fazer cambalhotas ao cumprimentar a todos. “Ele chegava, dava cambalhota e falava ‘bom dia’, ‘boa noite’ ou ‘boa tarde’. Sempre depois de uma cambalhota”, explicou o jogador em seu livro de memórias.

Vampeta confirmou que estava sob efeito de álcool no momento das cambalhotas, um ato que foi desafiado pelos colegas de time. A ousadia, no entanto, se tornou um dos símbolos daquela conquista.

União inabalável: a força do grupo pentacampeão

Apesar de reconhecer a forte camaradagem, Vampeta revelou que houve um único momento de tensão durante a campanha do penta, envolvendo o atacante Luizão. O jogador ficou chateado ao não ser chamado para entrar em campo no jogo contra a Inglaterra, pelas quartas de final, e chegou a confrontar o técnico Luiz Felipe Scolari. A situação foi resolvida em uma conversa particular entre os dois, que terminou em lágrimas e reconciliação.

Amizades que transcendem o campo

Vampeta ressaltou a importância das amizades preexistentes no grupo, muitas delas formadas em clubes como o Corinthians. “Quando alguém estava meio chateado, um ia para o quarto do outro. Sempre prevaleceu a união e todos se respeitavam”, afirmou. Ele destacou que, apesar de não saber se foi a seleção com a maior amizade, “não houve uma confusão durante a Copa, nenhum incidente”.

A foto oficial: um ato de união dos reservas

Outro momento emblemático relatado por Vampeta ocorreu antes da final contra a Alemanha. Percebendo que apenas os onze titulares poderiam aparecer na foto oficial, ele tomou a iniciativa de chamar todos os jogadores do banco para participarem. “Eu chamei todo mundo do banco, mas eles disseram que não podia. Aí eu falei: ‘então a foto vai sair com doze’. Aí, o banco todo foi comigo. Essa foi para mim a maior sacada”, relembrou.

Após a vitória por 2 a 0, Vampeta celebrou sua cidade natal, Nazaré (BA), escrevendo “100% Nazaré” em sua camisa. Ele concluiu exaltando o orgulho de fazer parte da história do futebol brasileiro, reconhecido mundialmente por sua cultura e paixão pelo esporte.

Fonte: jovempan.com.br

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