Piloto de 60 anos é declarado réu pela Justiça de SP sob suspeita de integrar rede de exploração sexual infantil e estupro de vulnerável
Sergio Antônio Lopes foi detido em fevereiro no Aeroporto de Congonhas e a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público. Caso tramita em segredo de justiça.
A Justiça de São Paulo tornou réu o piloto de avião Sergio Antônio Lopes, de 60 anos, que foi preso em fevereiro deste ano sob suspeita de integrar uma rede de pornografia infantil e cometer estupro de vulnerável. A decisão atende à denúncia apresentada pelo Ministério Público. Lopes foi detido em flagrante no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, dentro de uma aeronave, momentos antes de embarcar em um voo.
Relembre o caso: prisão e demissão
A prisão de Lopes ocorreu durante a Operação Apertem os Cintos, deflagrada pela Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e prisão temporária. A prisão temporária do piloto foi posteriormente convertida em preventiva por decisão judicial. Lopes, que era piloto da companhia aérea Latam, foi demitido pela empresa por justa causa.
Outra suspeita presa e a atuação da rede
Juntamente com o piloto, foi presa Denise Moreo, de 55 anos, também suspeita de envolvimento na mesma rede de exploração sexual. Segundo as investigações, Moreo teria vendido suas três netas, com idades entre 10 e 14 anos, para Sergio Antônio Lopes. A defesa de Denise Moreo não foi localizada.
Esquema e uso de identidade falsa
As investigações indicam que o piloto seria o chefe do esquema criminoso. Há indícios de que ele utilizava uma identidade falsa para levar as vítimas a um motel. A delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, informou que os abusos ocorriam há pelo menos oito anos.
O crime de estupro de vulnerável
O estupro de vulnerável é previsto no Artigo 217A do Código Penal. O crime se configura quando há conjunção carnal ou a prática de outro ato libidinoso com uma pessoa menor de 14 anos. A pena prevista varia de 8 a 15 anos de reclusão, podendo ser aumentada em casos de lesões graves ou morte da vítima.
A defesa de Sergio Antônio Lopes, representada pela advogada Claudia Apolonia Barboza, declarou que espera o cumprimento do rito judicial, garantindo a ampla defesa, o contraditório e o devido processo legal, mantendo a preservação do segredo de justiça que envolve o caso.
Fonte: jovempan.com.br
