Esforços de Mediação em Andamento
O chefe do exército do Paquistão, marechal de campo Asim Munir, chegou a Teerã nesta sexta-feira (22), em um momento de intensificação da diplomacia para solucionar o conflito no Oriente Médio. A visita acontece enquanto o Irã analisa uma nova proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos. No entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, ressaltou que a presença de Munir, cujo país tem desempenhado um papel de mediador, não indica necessariamente um “ponto de inflexão” ou uma “situação decisiva” nas negociações.
Paquistão como Ponte Diplomática
Segundo o exército paquistanês, a viagem de Asim Munir a Teerã faz parte dos contínuos “esforços de mediação” do país. Munir foi recebido pelo ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, e pelo seu homólogo paquistanês, Mohsin Naqvi. Naqvi, que está em sua segunda visita ao Irã em uma semana, já havia se reunido com o presidente Masoud Pezeshkian e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, na quarta-feira (20).
Histórico de Aproximações e Desafios
O Paquistão foi o palco das únicas negociações diretas entre autoridades americanas e iranianas desde o início da guerra, realizadas em abril. Asim Munir teve um papel fundamental nessas aproximações. Contudo, os diálogos anteriores não resultaram em avanços significativos, e as partes têm trocado propostas sob a sombra de ameaças de retomada das hostilidades. Baqaei, em declarações à agência iraniana Isna, descreveu as divergências entre Irã e Estados Unidos como “profundas e extensas”.
Perspectivas e Impasses nas Negociações
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, expressou otimismo em relação a possíveis progressos para o fim da guerra, que teve início em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Um cessar-fogo em 8 de abril trouxe uma pausa nas hostilidades, mas as negociações ainda não conseguiram firmar um acordo duradouro. O presidente Donald Trump indicou que os diálogos estão em um momento delicado, “no limite” entre um acordo e a possibilidade de novos ataques.
Fonte: jovempan.com.br
