Presença Estratégica no Caribe
O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) confirmou a chegada do grupo de ataque do porta-aviões nuclear USS Nimitz às águas do Caribe. A manobra, divulgada através das redes sociais, inclui a Ala Aérea Embarcada 17, o destróier USS Gridley e o navio de reabastecimento USNS Patuxent. Segundo o Southcom, a presença dessas embarcações demonstra “preparação e presença”, além de “alcance e letalidade sem igual” e “vantagem estratégica”, ressaltando a capacidade de combate do porta-aviões em diversas regiões do globo, garantindo estabilidade e defendendo a democracia.
Contexto de Pressão Crescente
A chegada do USS Nimitz ocorre em um momento de intensificação das pressões americanas sobre o governo de Cuba. O Departamento de Justiça dos EUA apresentou acusações federais contra o ex-ditador cubano Raúl Castro, relacionadas à derrubada de aeronaves da organização Irmãos ao Resgate em 1996. Desde janeiro, Washington tem aplicado uma série de sanções contra a ilha, incluindo a interceptação de petroleiros com combustível e a ampliação de restrições em setores como energia, defesa e serviços financeiros, por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump.
Crise Interna e Alerta Americano
As ações dos Estados Unidos têm exacerbado a crise interna em Cuba, que já tem sido palco de protestos contra o regime. Em declaração recente, o presidente Trump afirmou que os Estados Unidos “não tolerarão um Estado pária que abrigue operações militares, de inteligência e terroristas hostis a 90 milhas do território americano”. A movimentação do porta-aviões no Caribe, embora parte de um exercício naval maior que previa a circunavegação da América do Sul, ganha um significado de alerta significativo diante do aumento da tensão diplomática e militar entre os dois países.
Operação Southern Seas e Passagem pelo Brasil
A presença do USS Nimitz na região faz parte da operação Southern Seas 2026, um exercício naval planejado para circundar a América do Sul, com escalas em países como Brasil, Chile, Panamá e Jamaica. O porta-aviões nuclear já esteve no Rio de Janeiro como parte dessa jornada. No entanto, sua atual posicionamento no Caribe, em meio à escalada de tensões com Havana, acende um sinal de alerta adicional na região, sublinhando a complexa relação geopolítica atual.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
