EUA Suspeitam que Irã Está Por Trás de Ataques Hackers a Sistemas de Abastecimento de Combustível

Invasões Cibernéticas Atingem Sistemas de Monitoramento de Combustível nos EUA

Autoridades americanas identificaram uma série de invasões cibernéticas em sistemas que monitoram a quantidade de combustível em tanques de postos de gasolina em diversos estados do país. Segundo informações divulgadas pela CNN, a suspeita recai sobre o Irã, que teria sido o responsável por esses ataques. Embora as invasões não tenham a capacidade de alterar o volume real de combustível, elas conseguem manipular as informações exibidas nos sistemas de medição automática de tanques (ATG).

Vulnerabilidades Facilitam Ataques

Os sistemas de ATG, conectados à internet, têm se mostrado vulneráveis devido à ausência de proteção por senha, o que facilita a ação de hackers. Especialistas ouvidos pela CNN alertam que a manipulação dos dados de leitura pode ter consequências sérias, como a falha na detecção de vazamentos de gás. Até o momento, não foram registrados danos concretos decorrentes dessas invasões, mas a preocupação com a segurança de infraestruturas críticas é evidente.

Histórico de Ações Iranianas na Cibersegurança

O Irã figura como principal suspeito devido ao seu histórico de envolvimento em invasões a sistemas de monitoramento de combustível. Em 2015, um grupo pró-Irã demonstrou interesse em atacar sistemas falsos de ATG. Documentos da Guarda Revolucionária do Irã, citados pela Sky News em 2021, também indicavam os ATGs como alvos potenciais. Mais recentemente, em 2023, após o ataque do Hamas a Israel, equipamentos de medição de pressão de água em instalações americanas foram hackeados com mensagens anti-Israel, com suspeitas direcionadas a hackers ligados à Guarda Revolucionária. No entanto, a falta de rastros definitivos dificulta a confirmação da autoria.

Aumento de Ataques e Falhas na Proteção

O chefe da agência de defesa cibernética israelense, Yossi Karadi, informou à CNN que os ataques cibernéticos iranianos aumentaram desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel. Apesar de não possuírem a mesma capacidade tecnológica de potências como China e Rússia, os iranianos têm se mostrado adversários aptos a explorar vulnerabilidades. A negligência de empresas de infraestrutura energética na proteção de sistemas como os ATGs, mesmo diante de alertas do governo americano, tem sido um fator crucial para a ocorrência desses ataques.

Nem o FBI nem a Agência de Segurança de Infraestrutura e Cibersegurança comentaram oficialmente sobre as investigações.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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