EUA Preparam Processo Criminal Contra Raúl Castro por Derrubada de Aviões em 1996

Avanço na Justiça Americana

O governo dos Estados Unidos estaria preparando um processo criminal contra Raúl Castro, ex-líder de Cuba, pela derrubada de dois aviões civis do grupo humanitário Irmãos para o Resgate em 1996. A informação foi divulgada pela emissora CBS News, citando fontes com conhecimento do caso. Para que a acusação avance formalmente, ela ainda necessita da aprovação de um grande júri.

O Incidente de 1996

Em 24 de fevereiro de 1996, dois aviões Cessna 337, operados pelo Irmãos para o Resgate – organização composta por exilados cubanos baseada em Miami –, foram abatidos por um caça MiG-29 da Força Aérea Cubana. O ataque resultou na morte de quatro pessoas: Carlos Costa, Armando Alejandre Jr., Mario de la Peña e Pablo Morales, todos de origem cubana ou cubano-americana. Na época, Fidel Castro liderava Cuba, com Raúl Castro no comando das Forças Armadas.

Contexto e Repercussão

O grupo Irmãos para o Resgate realizava voos no Estreito da Flórida com o objetivo de localizar cubanos que tentavam fugir da ilha em balsas. A organização também promovia ações políticas contra o regime cubano. Uma investigação da Organização dos Estados Americanos concluiu que os aviões foram abatidos fora do espaço aéreo cubano, configurando uma violação do direito internacional por parte de Cuba, que agiu sem aviso e sem justificativa clara. O regime cubano, por sua vez, sempre sustentou que a ação foi legítima, alegando invasão de espaço aéreo e intenção de sabotagem por parte das aeronaves.

Conexões e Pressão Atual

O caso gerou forte indignação entre a comunidade de exilados cubanos na Flórida e intensificou as tensões entre Washington e Havana, contribuindo para o endurecimento da política americana contra o regime. Um dos envolvidos, Gerardo Hernández, foi condenado nos EUA por conspiração para assassinato e posteriormente enviado a Cuba em uma troca de prisioneiros. A potencial acusação contra Raúl Castro ocorre em um momento de crescente pressão do governo americano sobre Cuba, com sanções econômicas que têm agravado a crise energética na ilha. Recentemente, o diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu com o neto de Raúl Castro em Havana, transmitindo a mensagem de que os EUA exigem “mudanças fundamentais” em Cuba.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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