Cristãos Pedem Intervenção de Trump Contra Perseguição Religiosa na Índia

EUA Debatem Liberdade Religiosa na Índia

Em uma audiência tensa no Capitólio, em Washington, testemunhas apresentaram um quadro alarmante da liberdade religiosa na Índia, com um apelo direto por intervenção dos Estados Unidos para cessar a perseguição contínua contra minorias religiosas, incluindo cristãos. Asif Mahmood, vice-presidente da Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), descreveu a situação como “abismal”, destacando a vulnerabilidade de comunidades minoritárias e seus locais de culto frente a “legislação discriminatória, vigilância e assédio”.

Leis Discriminatórias e Detenções Rotineiras

Vicky Hartzler, presidente da USCIRF, endossou a preocupação, apontando para uma “trajetória descendente” na liberdade religiosa indiana. Ela citou leis anticonversão em 13 estados, leis antiterrorismo direcionadas a minorias e leis de cidadania como ferramentas de discriminação, além da detenção arbitrária de líderes religiosos e a falha do governo em intervir em ataques. “Membros do clero são rotineiramente presos e libertados sob a acusação de realizar conversões forçadas”, ressaltou Mahmood.

Apelo por Designação como ‘País de Preocupação Particular’

Raqib Naik, fundador do Centro para o Estudo do Ódio Organizado, urgiu o Departamento de Estado a designar a Índia como um “País de Preocupação Particular” (CPC). “Acredito que reconhecer o problema é o primeiro passo”, afirmou Naik, defendendo sanções e maior conscientização sobre a repressão transnacional. Stephen Rapp, ex-embaixador dos EUA para Justiça Criminal Global, também pediu “métodos que tenham força” para pressionar o governo indiano, sugerindo a construção de casos contra violadores da liberdade religiosa para possível processamento internacional.

Relações Internacionais e Direitos Humanos

David Curry, defensor da liberdade religiosa, propôs que o Departamento de Estado inclua a defesa da liberdade religiosa como pré-requisito em todas as negociações internacionais com a Índia. A antropóloga indiana Angana Chatterji ecoou essa visão, questionando a viabilidade de benefícios econômicos com a Índia sob as “atuais condições extremas”. Arjun Sethi, professor de direito, relembrou a proibição anterior do atual primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, de entrar nos EUA, questionando a atual aproximação política.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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