Zema sugere endurecer regras de auxílios e condicionar benefícios à aceitação de empregos

Críticas à dependência de auxílios

O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo-MG), defendeu um endurecimento nas regras dos programas de transferência de renda. Em entrevista ao programa Canal Livre, Zema afirmou que pretende condicionar a manutenção de benefícios sociais à aceitação de empregos formais por parte dos beneficiários. Ele ressaltou que não pretende extinguir programas sociais, mas criticou o que chamou de um aumento na dependência de auxílios governamentais.

Proposta de monitoramento e recusa de empregos

“Programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Mas sabemos que tem muita fraude que eu vou combater e também não vou pagar auxílio do governo para os marmanjões. Estamos criando no Brasil uma geração de imprestáveis”, declarou Zema. Segundo ele, há casos de pessoas que recusam ofertas de trabalho formal para continuar recebendo benefícios. Para combater essa situação, o pré-candidato propôs o uso do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e das secretarias municipais de assistência social para monitorar ofertas de trabalho destinadas a beneficiários de programas sociais. A ideia é que a recusa de uma vaga formal sem justificativa plausível possa levar à perda do benefício.

Inspiração em modelos europeus

Questionado sobre modelos adotados em países europeus, Zema admitiu a possibilidade de permitir a recusa da primeira proposta de emprego. No entanto, defendeu que a aceitação se tornasse obrigatória a partir de uma segunda oferta. “O objetivo é garantir que o recurso público chegue a quem realmente precisa e não sirva como desestímulo ao mercado de trabalho formal”, explicou o pré-candidato. Ele observou que, ao visitar cidades do interior, percebe a existência de vagas com carteira assinada, mas que muitos indivíduos preferem permanecer em casa, utilizando redes sociais e serviços de streaming, em vez de buscar a empregabilidade formal.

Fonte: jovempan.com.br

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