Trump afirma que seu acordo com Irã será ‘muito melhor’ que o de Obama e ‘garantirá paz global’

Críticas ao Acordo de Obama

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que um eventual acordo com o Irã sob sua liderança será significativamente superior ao pacto nuclear firmado em 2015, durante o governo de Barack Obama e mantido por Joe Biden. Trump classificou o acordo anterior como um dos piores já feitos em relação à segurança nacional americana, descrevendo-o como uma “vergonha” e um caminho direto para o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã.

Em uma postagem em rede social, Trump argumentou que, se não tivesse retirado os EUA do acordo, armas nucleares poderiam ter sido utilizadas contra Israel, em todo o Oriente Médio e até mesmo contra bases militares americanas na região.

Cessar-Fogo em Dúvida

O ex-presidente também sinalizou que a trégua entre os Estados Unidos e o Irã, iniciada em 7 de abril e com validade até a noite de quarta-feira (22), é “altamente improvável” que seja estendida. A declaração foi feita em entrevista à Bloomberg, em um momento de tensão crescente, marcado pela captura de um navio iraniano pelas forças americanas.

Negociações Complexas e Desconfiança Mútua

As negociações entre os dois países enfrentam obstáculos. Enquanto uma delegação americana se dirigia ao Paquistão para a segunda rodada de discussões, o Irã informou no domingo (19) que não tem interesse em participar, citando “exigências excessivas” e “demandas irracionais” por parte dos Estados Unidos. A agência Irna declarou que, sob essas condições, “não se vislumbra um cenário claro para negociações bem-sucedidas”.

Posição Iraniana

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reiterou a rejeição aos esforços de paz americanos, afirmando que o país não se submeterá a pressões. Ele expressou uma profunda desconfiança histórica em relação à conduta dos EUA e criticou o que chamou de “sinais contraditórios e pouco construtivos” de autoridades americanas, que, segundo ele, transmitem a mensagem de que buscam a “rendição do Irã”. Pezeshkian concluiu afirmando que “os iranianos não se submetem à força”.

Fonte: jovempan.com.br

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