Papa Leão XIV: Páscoa é convite à esperança ativa contra indiferença e violência

A esperança exige atitude

Em sua primeira celebração de Páscoa como líder da Igreja Católica, o Papa Leão XIV dirigiu-se a milhares de fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, com uma mensagem contundente. Diante de um cenário global marcado por conflitos, injustiças e pelo esquecimento dos mais vulneráveis, o pontífice ressaltou que a esperança, trazida pela ressurreição de Cristo, não é passiva, mas sim um chamado à ação.

Crítica à ‘idolatria do lucro’ e suas consequências

O Papa Leão XIV não poupou críticas àquilo que denominou de “idolatria do lucro”, apontando-a como raiz de males sociais como a exploração, a desigualdade e a guerra. Segundo ele, essa busca incessante por ganhos materiais fomenta o egoísmo e a indiferença, permitindo que a violência e o sofrimento se alastrem. “A morte está sempre à espreita”, alertou, descrevendo-a não apenas em conflitos abertos, mas também na opressão aos pobres e na falta de atenção aos que mais necessitam.

Páscoa como antídoto contra o desespero

Apesar do diagnóstico sombrio, o cerne da mensagem papal foi a Páscoa como a resposta divina para o desespero humano. A ressurreição de Jesus Cristo foi apresentada como a garantia de que a esperança pode penetrar até mesmo nas circunstâncias mais adversas da vida. “Hoje precisamos deste canto de esperança”, afirmou o Papa, enfatizando que a vitória de Cristo sobre a morte oferece um alento real, capaz de tocar o ser humano “nos abismos da morte”.

Apelo pela paz e vigília de oração

Após a missa, o pontífice fez um apelo direto para que o mundo abandone a normalização da guerra e da morte. Ele conclamou líderes e autoridades a fazerem uma escolha consciente pela paz, entendida não como imposição, mas como fruto do diálogo e da responsabilidade mútua. Em um gesto concreto de fé e união, o Papa Leão XIV anunciou uma vigília de oração pela paz a ser realizada no sábado seguinte, convidando fiéis de todo o mundo a se juntarem neste clamor. “Façamos ouvir o grito de paz que brota do coração”, concluiu.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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