Evento Internacional Debate Alternativas para Palestina
São Paulo sedia a Conferência Masar Badil, um evento internacional focado na defesa da Palestina que reúne organizações e figuras ligadas à esquerda radical. O movimento se apresenta como um “caminho alternativo” e realizou atividades entre sábado e segunda-feira, encerrando nesta terça-feira. A conferência tem sido palco para discussões sobre a “resistência” do Irã contra os Estados Unidos e, indiretamente, pela destruição de Israel.
Vínculos com Grupos Radicais e Polêmicos
Apesar de se autodenominar independente, o Masar Badil contou com a participação de representantes do Samidoun e da Frente Nacional pela Libertação da Palestina (FNLP). Ambos os grupos são banidos em diversos países por acusações de antissemitismo e ligações com atividades terroristas. O Samidoun, por exemplo, foi proibido na Alemanha em 2023 por disseminar propaganda antissemita e apoiar o Hamas, tendo seus membros celebrados publicamente os ataques de outubro de 2023 contra Israel.
Rejeição à Diplomacia Oficial e Apoio ao Irã
O Masar Badil se posiciona como uma alternativa “revolucionária” à diplomacia tradicional, rejeitando os Acordos de Oslo e a solução de dois Estados para o conflito israelense-palestino. Em suas declarações, o movimento critica a “ofensiva imperial” dos EUA e de Israel na região, citando ataques contra Palestina, Líbano, Síria, Iêmen e Iraque. A defesa da “libertação total” da Palestina, expressa pelo lema “do rio ao mar”, é vista por organizações como o American Jewish Committee (AJC) como um slogan antissemita que prega a destruição de Israel.
Legendas de Esquerda Brasileira Presentes
A conferência atraiu a presença de legendas da esquerda radical brasileira, como o Partido da Causa Operária (PCO). O dirigente João Pimenta, filho do presidente do partido, Rui Costa Pimenta, discursou cobrando maior apoio do governo Lula ao regime iraniano e ao “Eixo da Resistência”. Pimenta elogiou a capacidade de grupos como o Hezbollah, Hamas e a Jihad Islâmica, assim como o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã, de “parar a máquina de guerra de Israel”, segundo transcrição do jornal do partido.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
