Israel Amplia Ações Militares no Sul do Líbano
Em meio a uma operação aérea conjunta com os Estados Unidos contra o Irã, Israel intensificou suas ações militares no sul do Líbano. O objetivo declarado é conter os ataques do Hezbollah, grupo paramilitar apoiado pelo regime iraniano, que controla partes do território libanês. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) planejam ocupar áreas ao sul do rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira, visando estabelecer uma “zona de segurança”.
Hezbollah Intensifica Ataques e Abre Novo Front
Desde o início das operações contra o Irã em 28 de fevereiro, o Hezbollah aumentou o lançamento de foguetes e mísseis contra o norte de Israel. Autoridades israelenses interpretam essa escalada como uma tentativa do grupo de aliviar a pressão sobre Teerã, seu principal aliado militar no exterior. A criação da zona de segurança, segundo Israel, é crucial para proteger cidades israelenses do alcance dos projéteis do Hezbollah. O Exército israelense já realizou bombardeios contra infraestruturas do grupo no sul libanês e destruiu pontes sobre o rio Litani.
Mudança de Estratégia e Possível Ocupação Prolongada
Fontes militares israelenses indicam uma mudança gradual na estratégia. Inicialmente, as incursões eram planejadas como limitadas, mas a persistência dos ataques do Hezbollah levou à consideração de manter tropas em território libanês por um período mais longo do que o previsto. A declaração de Katz, feita durante uma reunião com o chefe do Estado-Maior, sugere uma disposição do governo israelense em manter presença militar na região, algo que não ocorria desde a ocupação entre 1982 e 2000.
Reações e Consequências Humanitárias
O Hezbollah já declarou que qualquer ocupação será vista como uma ameaça direta à soberania libanesa e que haverá resistência. A memória da ocupação anterior, marcada por confrontos e perdas significativas, gera apreensão. Oficiais das FDI temem que uma nova ocupação prolongada possa expor soldados a emboscadas e aumentar a pressão diplomática internacional sobre Israel. Os combates já causaram mais de mil mortos e mais de um milhão de deslocados no Líbano, segundo o Ministério da Saúde local, enquanto Israel relata vítimas civis e militares atingidas por foguetes vindos do Líbano.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
