Ricardo Couto adia eleição-tampão para o governo do RJ e pede definição ao TSE sobre voto direto ou indireto

Ricardo Couto busca clareza sobre o futuro do governo do Rio de Janeiro

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), anunciou nesta quarta-feira (25) o adiamento da eleição-tampão para o governo do estado. A decisão ocorre após o envio de um ofício ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a determinação se a próxima eleição para o cargo de governador será direta ou indireta.

Renúncia de Cláudio Castro levanta suspeitas de fraude eleitoral

O pedido de Couto ao TSE visa apurar uma possível tentativa de fraude por parte do ex-governador Cláudio Castro. A renúncia de Castro, segundo um documento do PSD direcionado ao governador interino, poderia caracterizar uma manobra para evitar a realização de eleições diretas. O documento afirma que a renúncia “caracteriza, em tese, uma tentativa de burla à hipótese de eleições diretas”.

Legislação eleitoral e a vacância do cargo de governador

Em coletiva de imprensa, Ricardo Couto explicou que, no caso do Rio de Janeiro, a saída do governador por renúncia configura uma vacância não eleitoral, o que, pela legislação, determina uma eleição indireta a ser decidida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Contudo, ele também ressaltou que, caso a saída do governador ocorra por cassação de mandato, a legislação prevê uma eleição direta.

Situação inusitada: quem assume o governo do RJ?

Com a saída de Cláudio Castro, Ricardo Couto assumiu interinamente o governo do estado. Essa situação se deu devido a uma série de eventos que tornaram os demais sucessores inelegíveis ou indisponíveis. O vice-governador, Thiago Pampolha, deixou o cargo em 2025 para assumir uma posição no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Adicionalmente, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, tornou-se inelegível após decisão do TSE. Bacellar já estava afastado do cargo desde dezembro do ano anterior, quando foi preso durante a Operação Unha de Carne da Polícia Federal, sob suspeita de vazar informações sigilosas de uma investigação.

Fonte: jovempan.com.br

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