Trump descarta cessar-fogo com o Irã e chama aliados de ‘covardes’ em meio à escalada militar

Trump descarta cessar-fogo com o Irã e chama aliados de ‘covardes’ em meio à escalada militar

Presidente dos EUA afirma que não há trégua quando o adversário está sendo ‘aniquilado’, enquanto Reino Unido autoriza uso de bases para operações contra Teerã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (20) que não deseja um cessar-fogo no conflito com o Irã, que já se aproxima de três semanas. “Não quero um cessar-fogo. Você não faz um cessar-fogo quando está literalmente aniquilando o adversário”, afirmou Trump a jornalistas na Casa Branca. A declaração surge em um momento de intensificação das tensões, com a Casa Branca anunciando a capacidade de “neutralizar” a ilha iraniana de Kharg no Estreito de Ormuz a qualquer momento.

Escalada militar e envio de tropas

O conflito, que até então se manteve predominantemente aéreo, pode evoluir para uma ofensiva terrestre nos próximos dias. Os Estados Unidos planejam enviar tropas adicionais do Corpo de Fuzileiros Navais para a região, sinalizando uma possível mudança na estratégia. Enquanto os EUA acreditam estar em vantagem, o Irã, por sua vez, também demonstra confiança. O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, em mensagem pelo Ano Novo persa (Nowruz), declarou que o “inimigo foi derrotado” graças à unidade nacional. Khamenei também negou envolvimento iraniano em ataques à Turquia e Omã.

Aliados sob pressão e apoio britânico

No mesmo dia em que descartou o cessar-fogo, Trump dirigiu críticas aos aliados, chamando-os de “covardes” em sua plataforma Truth Social. A declaração foi uma resposta à relutância de alguns parceiros em se envolver militarmente no controle do Estreito de Ormuz. No entanto, após as críticas, o Reino Unido autorizou os Estados Unidos a utilizar bases britânicas para realizar operações contra instalações iranianas no Estreito de Ormuz, como parte de “operações defensivas”. Downing Street confirmou que um acordo existente permite o uso das bases para a “legítima defesa coletiva da região”, incluindo ações para neutralizar mísseis usados contra navios.

Histórico de apoio britânico

Desde o início do conflito em 28 de fevereiro, Londres já havia permitido o uso de duas bases britânicas pelos EUA para “operações defensivas” contra o Irã. Além disso, o Reino Unido enviou meios aéreos para apoiar seus aliados na região diante dos ataques de drones iranianos, demonstrando um alinhamento estratégico com os Estados Unidos na contenção das ações iranianas.

Fonte: jovempan.com.br

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