Cuba em Ebulição: Sede do Partido Comunista Incendiada em Meio a Protestos Massivos
A cidade de Ciego de Ávila, em Cuba, foi palco de intensos protestos na noite de sexta-feira (13), culminando no incêndio da sede local do Partido Comunista de Cuba (PCC). Manifestantes tomaram as ruas em repúdio à severa escassez de bens essenciais, aos frequentes apagões e à crise econômica que assola a ilha sob o regime de Miguel Díaz-Canel.
Gritos por Liberdade e Panelas Batendo na Escuridão
Relatos que circulam em redes sociais e portais de notícias independentes, como o Cubanet, mostram multidões em marcha, ecoando slogans de “Liberdade!” e batendo panelas. Em cenas que evidenciam a precariedade energética, motocicletas com faróis acesos iluminavam o caminho dos manifestantes na escuridão causada pelos cortes de energia elétrica, um problema crônico no país.
Ataque à Sede do PCC e Denúncias de Violência
Segundo o jornal cubano Invasor, um grupo de manifestantes invadiu a sede municipal do PCC durante a madrugada, retirou móveis da recepção e ateou fogo a eles no meio da rua. Paralelamente, a ativista cubana Rosa María Payá, integrante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), denunciou através de sua conta na rede social X (antigo Twitter) relatos de tiroteios policiais contra manifestantes desarmados na cidade de Morón. Um jornalista independente presente no local confirmou que um manifestante foi atingido na coxa por disparos, em um evento que ocorreu após uma interrupção no acesso à internet na região.
Contexto de Pressão Internacional e Repressão Interna
Os protestos ocorrem em um cenário de crescente pressão dos Estados Unidos pela queda do regime cubano. O governo de Cuba admitiu estar em contato com representantes da administração de Donald Trump para “encontrar saídas” para o impasse bilateral. Enquanto isso, a ONG Prisoners Defenders, em seu relatório mais recente, aponta que o regime cubano prendeu 28 críticos por razões políticas apenas em fevereiro. A organização também destaca que nem todos os nomes retirados da lista de presos políticos foram de fato libertados, citando o caso do preso político Luis Miguel Oña Jiménez, que teria morrido por tortura e negligência médica.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
