Nova Operação no Brasil Intensifica o Combate ao Óleo Lubrificante Falsificado, Evitando Danos Milionários a Motores e ao Meio Ambiente

União para Combater a Pirataria de Lubrificantes

Uma nova frente de combate à pirataria de óleos lubrificantes foi lançada no Brasil com a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre o Instituto Combustível Legal (ICL), a Lwart Soluções Ambientais e o Instituto Jogue Limpo. O objetivo principal é intensificar a recuperação de produtos irregulares apreendidos em fiscalizações e garantir sua destinação ambientalmente correta. A iniciativa visa atacar diretamente o mercado ilegal, que se alimenta de cargas roubadas.

Rio de Janeiro: Epicentro do Roubo de Cargas de Lubrificantes

O estado do Rio de Janeiro se tornou um ponto crítico para o roubo de cargas de lubrificantes. Dados do ICL indicam que, entre 2022 e 2025, a região concentrou cerca de 86% dos roubos registrados. A Baixada Fluminense e eixos viários importantes como a Avenida Brasil e a Rodovia Washington Luiz são apontados como os locais mais afetados, coincidindo com a presença de fábricas e centros de distribuição.

Sofisticação do Crime: Bloqueadores e Galpões Clandestinos

A ação dos criminosos é cada vez mais sofisticada. Em mais de 50% das abordagens, são utilizados bloqueadores de sinal de rastreamento (jammers) para dificultar a localização das cargas roubadas. Posteriormente, os produtos são levados para galpões clandestinos. Nesses locais, o óleo original é misturado a fluidos de baixa qualidade ou já utilizados. Para enganar o consumidor, os fraudadores utilizam embalagens, selos e rótulos de marcas conhecidas, reintroduzindo o produto adulterado no mercado varejista.

Riscos para Motores e o Impacto Ambiental e Econômico

O uso de óleo lubrificante falsificado ou adulterado representa um grave risco para os veículos. Motores modernos, com suas tolerâncias internas cada vez menores e tecnologias como turbo e injeção direta, exigem lubrificantes com especificações rigorosas. A utilização de produtos fora do padrão recomendado pela fabricante pode comprometer a lubrificação, causar acúmulo de borra e levar à quebra prematura do motor, gerando prejuízos significativos aos proprietários. Além dos danos técnicos, a falsificação gera um enorme passivo ambiental e econômico, incluindo a sonegação fiscal. Em 2025, mais de 600 mil litros de óleo lubrificante usado ou contaminado (OLUC) foram recuperados em operações policiais, como a Operação Torniquete, que tem desmantelado fábricas clandestinas com o apoio das entidades do setor.

Fonte: quatrorodas.abril.com.br

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