Banimento da Xbox Live em 2013
Mais de 3 milhões de páginas de arquivos sobre a investigação do bilionário Jeffrey Epstein foram divulgadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no último sábado (30). Entre os documentos, veio à tona que Epstein foi banido permanentemente da Xbox Live em 2013, período de transição entre o Xbox 360 e o Xbox One.
O bilionário, acusado de tráfico e abuso sexual de menores e dezenas de mulheres, mantinha contato com figuras políticas e financistas de Wall Street. A divulgação dos arquivos, que segue o processo de quebra de sigilo judicial, tem revelado novos detalhes e envolvidos nos crimes de Epstein, que tirou a própria vida em 2019.
E-mail da Microsoft detalha a punição
Segundo apuração do jornalista Paul Tassi, da Forbes, Jeffrey Epstein recebeu um e-mail da Microsoft informando sobre a suspensão permanente de sua conta na Xbox Live. O comunicado citava “assédio, ameaças e/ou abuso de outros jogadores” como motivo, classificando a conduta como “grave, repetida e/ou excessiva”.
O suporte da Microsoft listou possíveis diretrizes violadas, sem especificar a infração exata de Epstein. Entre elas, estão ameaças de morte, danos físicos, abuso verbal, griefing (atrapalhar propositalmente outros jogadores), extorsão, difamação, exposição de dados pessoais e perseguição (stalking).
Segurança em plataformas digitais em foco
O caso de Epstein, apesar de sua natureza cruel e o envolvimento de personalidades influentes, serve como um lembrete da importância da segurança em plataformas digitais e games. Empresas como a Roblox Corporation têm implementado medidas para combater abusos e proteger crianças, como a restrição do chat de voz e texto para menores de 9 anos e a exigência de verificação de idade com documento e foto.
Microsoft, Sony e Nintendo também reafirmaram seu compromisso com a segurança online, reforçando iniciativas de apoio à comunidade e treinamento para prevenir abusos, especialmente entre os jogadores mais jovens.
Fonte: canaltech.com.br
