Brasil de Fora da Aliança Global Liderada pelos EUA para Definir o Futuro do 6G

Nova Aliança Foca em Liderança e Segurança do 6G

Os Estados Unidos lançaram a iniciativa “Call to Action for 6G Leadership and Security”, reunindo 25 governos para estabelecer uma cooperação robusta no desenvolvimento das futuras redes 6G. O objetivo principal é fortalecer a colaboração em áreas cruciais como segurança, padronização e estratégias globais para a próxima geração de conectividade móvel, que promete velocidades e capacidades muito superiores às atuais redes 5G.

Participação Limitada na América Latina

Enquanto a aliança conta com a adesão de países como Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Japão e diversas nações europeias, a participação latino-americana é restrita. Costa Rica, Honduras, Panamá e Paraguai são os únicos países da região que integraram o grupo até o momento. O Brasil, assim como Argentina, Chile e México, ficou de fora da lista divulgada pela Administração Nacional de Telecomunicações e Informação dos Estados Unidos (NTIA).

Cronograma e Objetivos da Coalizão

A iniciativa estabelece um plano de trabalho de um ano. Nos primeiros meses, os governos participantes deverão criar canais de comunicação oficiais e designar representantes especializados. Em seis meses, o foco será na elaboração de estratégias preliminares de cooperação, incluindo o intercâmbio de pesquisas e a aproximação de especialistas. Ao final do período de 12 meses, estão previstas reuniões presenciais para discutir ações concretas em áreas como financiamento de projetos, compartilhamento de informações, gestão de riscos de segurança cibernética e participação coordenada em fóruns internacionais de padronização do 6G.

Corrida pelo 6G e Interesses Estratégicos dos EUA

Esta nova coalizão está diretamente ligada ao memorando presidencial americano “Winning the 6G Race”, assinado em dezembro de 2025. O documento prioriza a liderança dos Estados Unidos no desenvolvimento tecnológico do 6G, bem como em questões de segurança nacional, política externa e crescimento econômico. Uma das metas é aumentar a influência do país em organismos internacionais responsáveis pela padronização da tecnologia e buscar a harmonização global das faixas de radiofrequência que serão utilizadas pelas futuras redes 6G, antecipando as discussões da Conferência Mundial de Radiocomunicações de 2027 (WRC-27).

Fonte: canaltech.com.br

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