Irã e EUA dão trégua em conflito e abrem espaço para diplomacia no Golfo Pérsico

Abertura para diálogo

O Irã e os Estados Unidos anunciaram a suspensão de seus ataques, gerando um alívio para a navegação e a indústria petrolífera no estratégico Golfo Pérsico. O presidente americano, Donald Trump, estaria concedendo “um pouco de margem” para a via diplomática com Teerã, de acordo com o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz. A medida surge após o Irã declarar uma pausa em seus bombardeios de retaliação contra aliados americanos na região, após duas noites sem novas ofensivas.

Mercado de petróleo reage à trégua

A perspectiva de uma diminuição das hostilidades entre os dois países impactou diretamente os mercados globais. Na abertura das negociações na Ásia, os preços do petróleo registraram queda superior a 5%. O barril de Brent do Mar do Norte, referência internacional, operava em baixa de 5,58%, negociado a US$ 91,38, enquanto o WTI americano caía 5,46%, a US$ 84,43. Essa volatilidade reflete a importância do Estreito de Ormuz para o comércio de hidrocarbonetos.

Histórico de tensões e o Estreito de Ormuz

Apesar de um cessar-fogo assinado em abril e um protocolo de acordo em junho visando a paz duradoura, as tensões entre Irã e EUA se reacenderam nas últimas duas semanas, centradas em disputas no Estreito de Ormuz. O Irã chegou a fechar a passagem, crucial para o transporte de petróleo, após a retomada dos confrontos. Nas últimas 24 horas antes do anúncio da trégua, seis navios que tentaram cruzar o estreito foram detidos, segundo a TV estatal iraniana.

EUA negam escassez e Israel mantém postura

Fontes do Pentágono, citadas pela CNN, indicaram que as operações americanas contra o Irã estão “em pausa”, com planos de escalada congelados, em parte, por questões de munição, segundo o jornal The New York Times. O embaixador Mike Waltz negou veementemente qualquer escassez de recursos, afirmando que as forças americanas “têm tudo o que precisam”. Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem agenda marcada na Casa Branca para discutir o programa nuclear iraniano, defendendo uma postura firme de Trump, mesmo que por meios diplomáticos.

Fonte: jovempan.com.br

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