Trajetória no Serviço Público
Octavio Gallotti, renomado jurista e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), faleceu neste domingo (26) aos 95 anos. Nascido no Rio de Janeiro em 27 de outubro de 1930, Gallotti era filho de Luiz Gallotti, também ex-presidente do STF, e neto de Antônio Pires e Albuquerque, que também integrou a Corte. Sua formação acadêmica foi concluída em 1953, com o curso de direito pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil (atual UFRJ).
Ascensão no Ministério Público e Tribunal de Contas
Após a graduação, Gallotti iniciou sua carreira como assistente do Procurador-Geral da República. Em 1956, assumiu o cargo de procurador no Ministério Público junto ao Tribunal de Contas e, uma década depois, em 1966, tornou-se procurador-geral. Sua trajetória no Tribunal de Contas da União (TCU) teve início em 19 de junho de 1973, com sua posse como ministro. Em um curto período, foi eleito vice-presidente e, posteriormente, presidente da Corte.
Ingresso no STF e Presidência da Corte Eleitoral
Nomeado ministro do STF em 1984 pelo então presidente João Figueiredo, Octavio Gallotti foi o último indicado pela Ditadura Militar para a mais alta corte do país. Sua atuação no Judiciário se estendeu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde se tornou integrante efetivo em 1989 e presidiu a Corte Eleitoral de 1994 a 1996. Gallotti também liderou o STF entre 1993 e 1995, período em que exerceu interinamente a Presidência da República em duas ocasiões em 1994.
Aposentadoria e Legado
Octavio Gallotti aposentou-se do STF no ano 2000, encerrando uma longa e distinta carreira jurídica a serviço do Brasil. Casado com Iára Chateaubriand Pereira Diniz Gallotti, o ex-ministro deixa dois filhos: Luiz Gallotti Neto e a ministra Maria Isabel Diniz Gallotti Rodrigues, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Sua partida representa a perda de uma figura importante para o direito e a história institucional brasileira.
Fonte: jovempan.com.br
