Acusação de agressão e fim da trégua
Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, declararam nesta segunda-feira (13) que a Arábia Saudita, apoiada pelos Estados Unidos, realizou ataques aéreos contra o Aeroporto Internacional de Sanaa, a capital do país. Yahya Saree, porta-voz militar dos houthis, classificou o ato como “agressão flagrante e descarada”, anunciando o fim da fase de desescalada e alertando para as consequências.
Em uma postagem na rede social X, Saree afirmou que “essa agressão não ficará sem resposta e punição”. O Bureau Político dos Houthis, em comunicado separado, reiterou a acusação, descrevendo o ataque como um reflexo do “ódio e criminalidade nutrido pelo regime saudita — e pelos americanos por trás dele — em relação ao nosso povo”. Até o momento, Riad não emitiu pronunciamento oficial sobre as acusações.
Versão do governo iemenita e envolvimento iraniano
Em contrapartida, o Ministério da Defesa do governo iemenita, reconhecido internacionalmente e rival dos houthis, informou que suas forças armadas atacaram a pista do Aeroporto Internacional de Sanaa. O objetivo, segundo o ministério, era impedir o pouso de um avião iraniano que transportava uma delegação de insurgentes proveniente do Irã.
O governo iemenita denunciou que “grupos terroristas houthis, apoiados pelo regime iraniano”, impediram o pouso de uma aeronave nacional. A proposta era fretar um avião iemenita para o retorno da delegação, mas os insurgentes teriam insistido em um “avião iraniano violando o espaço aéreo iemenita”, o que levou ao ataque à pista.
Alerta de expansão do conflito no Oriente Médio
Paralelamente, o Irã alertou para a possibilidade de o conflito com os Estados Unidos se espalhar pelo Oriente Médio. Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do principal comando militar iraniano, condenou as “provocações repetidas e ações desestabilizadoras dos Estados Unidos”, acrescentando que a “cooperação de alguns países da região também aumentou o risco de a guerra se espalhar por toda a região”.
Esta declaração ocorre em meio a uma escalada de tensões, após o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) ter informado sobre uma nova onda de ataques contra o Irã. Em resposta, o Irã bombardeou bases americanas em países do Oriente Médio. Na semana anterior, o presidente Donald Trump anunciou o fim do cessar-fogo, citando ataques iranianos a navios comerciais no Estreito de Ormuz, o que intensificou o conflito após semanas de trocas de ataques pontuais.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
