Decisão Judicial Contra Publicitário
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou neste sábado (11) a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda. A medida foi cumprida pela Polícia Federal (PF) devido a suspeitas concretas de que Miranda, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, representava risco de fuga do país. Miranda é proprietário de uma agência investigada por supostamente contratar influenciadores para orquestrar ataques ao Banco Central e hostilizar jornalistas.
Investigação Detalha Conexões e Pagamentos
A investigação da PF aponta Thiago Miranda como o intermediário entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a campanha difamatória contra o Banco Central, desencadeada após a liquidação da instituição financeira de Vorcaro. Diálogos obtidos pela PF no celular de Miranda, revelados em maio, indicam seu papel na articulação de encontros entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro. Miranda também teria atuado na intermediação de pagamentos do banqueiro a um fundo nos Estados Unidos, destinado ao patrocínio de um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa de Miranda nega veementemente qualquer ilegalidade em suas ações.
Deputado Celebra Medidas Cautelares
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) utilizou suas redes sociais para comemorar a decisão, afirmando ter solicitado medidas cautelares ao ministro André Mendonça, incluindo a apreensão do passaporte e a imposição de tornozeleira eletrônica. Segundo Farias, a PF também identificou o risco de fuga e representou pela retenção do documento. Ele destacou que Miranda seria o responsável por negociar valores diretamente com Flávio e Eduardo Bolsonaro.
Defesa Garante Legalidade e Colaboração
Em nota oficial, a defesa de Thiago Miranda, representada pelo advogado Rafael Martins, refutou categoricamente qualquer prática de ilegalidade por parte de seu cliente. A defesa assegura que Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, transparência e respeito às instituições, não tendo cometido atos criminosos ou violado direitos de terceiros. A nota ressalta que a existência de uma investigação não implica em juízo antecipado de culpa e que Miranda está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborando com a apuração dos fatos e demonstrando a regularidade de sua conduta.
Fonte: jovempan.com.br
